Pró-Mar vai à escola A educação ambiental voltada para a divulgação e solução de problemas concretos e cotidianos é de extrema relevância para mudar atitudes na comunidade. Acreditamos que a escola é um grande palco disseminador de formações e informações. É ali que ocorre o processo de educação formal que, antes de qualquer coisa, deve ser um processo de educação para a vida. Gradativamente, o homem tem se dado conta de que é parte da natureza e do processo de modificações natural que o Universo sofre em uma constante evolução. Evoluir não significa apenas trazer benefícios à espécie Homo sapiens, ou a outras espécies. Simplesmente faz parte de seu processo de vida que está sendo alterado pelas “necessidades” humanas. Um bom exemplo desta alteração é o efeito estufa, que deveria manter a terra em uma temperatura ideal, mas, devido à crescente descarga de dióxido de carbono na atmosfera, torna-se um dos principais causadores do aquecimento global. O conceito de educação ambiental está interligado ao de meio ambiente, natureza e ecologia, que, dentre outras explanações, sugere a preocupação com a relação legal dos seres vivos entre si e com os fatores que os cercam. Em se tratando da Ilha de Itaparica, o ambiente recifal é a definição compactada de tudo isso que merece e precisa de atenção especial da população. Assim, alicerçada nestas idéias, a Organização Sócio-ambiental Pró-Mar propõe o subprojeto Pró-Mar Vai a Escola, que objetiva promover palestras de cunho ambiental em diversas escolas da Ilha de Itaparica. Idealizado inicialmente pela socióloga Adriana Muniz, ex-presidente da ONG, esse projeto retoma as suas atividades em 2007, sendo reestruturado e coordenado pela bióloga Girlene Santos. O projeto visa contribuir para esclarecer e divulgar algumas idéias disseminadas sobre as condições ambientais da Ilha de Itaparica e seus moradores, realizando um estudo importante para compreensão crítica acerca dos aspectos históricos, econômicos, sociais e ambientais do bairro em que a escola está inserida. Pretendemos também estimular os alunos, professores e a comunidade em torno das diversas escolas assistidas, bem como da escola-piloto, com um trabalho mais amplo. É necessário para o aluno reconhecer seu papel e assumir sua condição de sujeito histórico que contribuiu e contribui para o desenvolvimento e degradação da ilha. O principal objetivo das palestras e da adoção de uma escola-piloto é sensibilizar as crianças e a comunidade escolar quanto à preservação da natureza, mostrando que, fazendo isso, eles estarão promovendo um show de cidadania e contribuindo para a continuidade da vida no planeta Terra. Motivações A elaboração do subprojeto Pró-Mar vai a escola objetiva promover a conservação e a preservação do ecossistema recifal da Ilha de Itaparica, através de ações educativas em escolas. Portanto, estamos contribuindo para formar uma nova tendência profissional, mais responsável socialmente. Vamos formar nossos jovens, não só para o mercado de trabalho, mas também para a responsabilidade social. O desenvolvimento e a perpetuação dessa proposta são importantes porque propiciam, além da preservação do ecossistema, o estímulo ao exercício da cidadania, o resgate da identidade cultural, bem como o equilíbrio harmonioso com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem de acordo com a qualidade de vida e das condições de sobrevivência do homem e da natureza. A escola continuará tendo o importante papel de reunir pessoas de diversas idades e classes sociais que estão inseridas em uma mesma cultura, mas com valores individuais. Portanto, a comunidade não poderá fugir da sua responsabilidade de trocar informações em prol de um mundo sustentável. |